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Monique Evans abre o coração sobre inveja, fala sobre drogas e book rosa

Escrito por: Sites da Web - Geral - 29 de Agosto de 2015

"Olho para certas pessoas e penso: 'por que ela conseguiu e eu não?'", disse Monique Evans sobre colegas de carreira.

 

Carioca nascida e criada em Ipanema, filha de um fiscal da Receita e de uma dona de casa, Monique Evans faz parte da primeira geração de modelos que ganhou fama nos anos 70, bem antes da profissionalização da moda brasileira. No início da década seguinte, rivalizava com Xuxa e Luiza Brunet na preferência masculina. Não à toa, as três eram as mais requisitadas para ensaios sensuais, campanhas de biquíni e lingerie e como rainhas de escolas de samba.

No fim dos anos 90, enquanto as “concorrentes” se descolaram do rótulo de ícones sexuais – Xuxa se consagrou como musa infantil e Luiza, “guru” da dona de casa moderna –, Monique o abraçou sem medo. Com um jeitão irreverente e sem censura, ganhou um programa sobre sexo, o De Noite na Cama. Nascia a “titia Monique”– apelido que se deu na atração – uma loiraça sarada, que promovia produtos eróticos e bate-papos picantes.

Em conversa exclusiva com a Marie Claire, ela fala das sobre carreira, “book rosa”, drogas e revela sentir inveja das colegas de profissão. A íntegra está na edição de setembro da revista, que já está nas bancas.
 

MARIE CLAIRE-  Seus pais apoiaram a carreira de modelo?
MONIQUE EVANS  Sim. Principalmente meu pai, que sempre foi meu melhor amigo. Fiquei mal quando ele morreu [Leo Victor, pai de Monique, sofreu um derrame aos 56 anos]. Hoje percebo como éramos parecidos. Ele era um palhaço, contava piadas sujas e falava palavrões. Minha avó ficava brava e o expulsava dos almoços de família [risos]. Como eu, ele tinha momentos de tristeza profunda. Isolava-se, passava horas calado e trancado em seu quarto. Hoje, entendo que deve ter sofrido muito, pois aquilo era depressão.

Naquele tempo, ninguém entendia que era uma doença... Da minha mãe [Conceição Nery, 81], que agora está com a saúde bem frágil, não sou tão próxima, mas a amo. Ela me matriculou em um curso de etiqueta aos 15. Eu era alta, magrinha, tímida e não sabia me portar à mesa. Nessa escola também havia um curso de modelo. Fui só para fazer as aulas de bons modos, mas me deram o curso completo. E então me encaminharam para meus primeiros trabalhos como manequim.

MC Existia “book rosa”?
ME Nunca tinha ouvido essa expressão, nem recebi esse tipo de proposta. Passei por algo parecido quando um diretor de TV me ligou convidando para jantar, mas querendo claramente transar comigo. Recusei várias vezes. Um dia, ele cansou e me disse: “Então agora as portas da emissora estão fechadas para você”. Nunca mais consegui trabalhar naquele canal.

MC Do que você sente inveja?
ME Olho para certas pessoas e penso: “Por que ela conseguiu e eu não? Será que ela merece tudo isso e eu, que ralei tanto, não?”. Sempre fui honesta, nunca roubei e odeio mentira. Nunca fui para a cama com ninguém por interesse. Acho injusto que algumas modelos que começaram comigo hoje sejam felizes, realizadas, morem numa casa de praia, com a família em volta paparicando, e eu não.

MC Quais foram as modelos que começaram com você?
ME A Beth Lago, a Veluma [apelido de Vera Lúcia Maria, a primeira modelo negra do Brasil], a Vicky Schneider... Nós éramos as “Giseles” dos anos 70! As grifes apresentavam as coleções no Pavilhão de São Cristóvão, no Centro do Rio, e nas feiras de moda em São Paulo. Os estilistas bacanas eram o Simon Azulay, o Gregório Faganello...

MC Quando você ficou famosa?
ME Só quando apareci na TV, aos 20 e poucos. Aí, sim, me chamaram para fazer capas de revistas e comerciais. Na fase de manequim, no começo da adolescência, só o povo da moda me conhecia. Mas aos 17 anos virei hippie e ninguém mais me chamou para trabalhar. Não tomava banho, tinha piolhos, só andava descalça e parecia uma mendiga. Mas foi uma fase ótima! Encontrava outros hippies no Píer de Ipanema para ver o pôr do sol. Por lá circulavam o Gilberto Gil, o Caetano Veloso, o Fernando Gabeira, o Bruno Barreto... Íamos ao cinema assistir aos shows do Woodstock. Todo mundo se beijava na boca e dizia “eu te amo”, mas eu era virgem. E mesmo assim ficava ali com eles, pregando o amor livre...

MC Você participava de experiências lisérgicas nessa fase?
ME Fumei maconha uma vez e me fez mal. Tive alucinações, meu coração disparou, pensei que ia morrer... Acho que foi uma crise de pânico. Bebi um monte de leite para ver se passava. Nunca mais fumei um baseado na vida! Um tempo depois me ofereceram chá de cogumelo, mas tive medo e recusei.

MC Foi a única droga que usou?
ME Nos anos 80, sempre tinha cocaína nos bastidores dos desfiles, da TV e nas festas. Todo mundo cheirava, eu não era exceção. Quando usava cocaína, me sentia inteligente e criativa. Escrevia poemas, roteiros, criava cenários para os desfiles. Mas depois não conseguia tirar as ideias do papel, achava tudo uma droga. Ficava me sentindo uma idiota... Não me viciei. Parei de cheirar porque cansei.

 

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