Bem vindo, Camaçari, 17 de Agosto de 2018

Pensei em pular do carro, diz taxista assaltado; são 78 ataques no ano

Escrito por: Pesquisa Web - Salvador - 17 de Maio de 2018

Quando os três passageiros – dois homens e uma mulher – colocaram bonés ao mesmo tempo, o taxista Luís Cláudio Batista de Menezes, 43 anos, não tinha dúvida que aquela poderia ser sua última corrida, numa rua movimentada da Pituba. “Tinha certeza que era um assalto. Logo depois senti a ponta da arma nas costas, através do forro do banco de trás”, contou ele.

Luís Cláudio foi um dos quatro taxistas assaltados entre essa terça (15) e esta quarta-feira (16) em Salvador. Nesses primeiros 16 dias de maio, 20 motoristas de táxi foram vítimas de bandidos na cidade, enquanto trabalhavam. No ano, segundo a Associação Geral dos Taxistas (AGT), são 78 ataques, 20 deles com o emprego de violência por parte dos criminosos.

A ação no caso de Luís Cláudio começou quando ele desembarcava uma passageira que estava hospedada em um hotel da região. Ao deixá-la na Avenida Manoel Dias da Silva, próximo à delicatessen Perini, que fica na Rua Maranhão, dois homens e uma mulher perguntaram se o táxi dele, um Renault Duster, estava livre. “Eles saíram do lado da Perini, com sacolas da própria delicatessen, como se estivessem feito compras, mas tudo era armação”, contou o taxista.

O trio pediu uma corrida para uma rua na Boca do Rio, cerca de 7 km do local de partida. Luís não sabia chegar no endereço e então foi guiado por um dos 'passageiros'. Na altura da Praça Nossa Senhora da Luz, ainda na Pituba, os três repentinamente coloram bonés. “Foi aí que percebi que era um assalto”, relembrou.

Logo depois, o taxista avistou um posto móvel da Polícia Militar na altura do antigo Aeroclube, já na Boca do Rio, e chegou a retirar o cinto de segurança. “Pensei em pular do carro. O homem detrás estava com uma pistola mirada nas minhas costas. Deu para sentir pelo banco. Eles não tinham anunciado o assalto, mas me matariam se reagisse”, presumiu Luís Cláudio, que desistiu da ideia e continuou dirigindo.

Ameaça de morte e tiros
Quando chegou na Boca do Rio, um homem sentado no banco do carona perguntou o valor da corrida. Antes mesmo de responder, Luís Cláudio levou uma gravata do outro comparsa sentado no banco de trás, que anunciou o assalto: “Perdeu, perdeu! Você é polícia! Você vai morrer”. O taxista disse que não era, mas o bandido insistia.

O bandido do banco do carona tentou abrir a mala, mas como não conseguiu, começou a xingar, mas os comparsas diziam que ele iria chamar a atenção. Foi quando uma caminhonete parou atrás do táxi sem saber que era um assalto e começou a buzinar.

Aposentadoria
Após os momentos de terror na mão dos bandidos, Luís Cláudio chegou a temer por um prejuízo financeiro ainda maior: o Renault Duster não tem seguro. 
“Estou saindo para tudo que é quanto para ver se encontro o meu táxi. Tenho medo que coloquem fogo. Meu seguro está atrasado a cinco dias", comentou. Por sorte, na tarde desta quarta, o veículo foi encontrado estacionado em uma ladeira no bairro de Amaralina.

Com 20 anos na praça, Luís disse que não volta mais a trabalhar como taxista. Informações do site Correio*


 

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