Artigo

Crônicas da Cidade nº 88, por Raymundo Mônaco

Escrito por Raymundo Mônaco em 17 de Julho de 2020
[Crônicas da Cidade nº 88, por Raymundo Mônaco]

 CRÔNICAS   DA CIDADE

   2020 - 88. Ano VIII

                                                                                                                                                                

J. R. MÔNACO

Bacharel em Direito. Consultor

Político, Testemunha Ocular da

História.

                                                  

“Quanta tristeza em nossos corações. A    vida é

mesmo  assim, não sabemos se tudo isso é o fim

de uma era  ou  o começo  de uma  outra, mais

desoladora  e difícil de suportar”.

Rubem Braga   

COM FÉ  E  PERSEVERANÇA  

CAMAÇARI VENCERÁ

Tecendo considerações sobre o “Novo Corona Vírus” conclui-se que o homem durante os anos da sua existência vem enfrentando diversos tipos de doenças e enfermidades, manifestas através de surtos de determinadas doenças como as conhecidas gripes.

Leve-se em conta o retorno constante  de enfermidades como é o caso da febre amarela na região amazônica, a proliferação da  Dengue, Zica, a  Chicunguya, a própria AIDS, a Influenza, que tanto tem castigado a população brasileira atingindo  principalmente  as  pessoas mais  pobres.

Ainda em busca de explicações, as epidemias caracterizam-se quando um surto acontece em diversas regiões e o   crescimento da doença alcança   limites   além  do esperado. Por sua vez, a endemia é reconhecida quando uma ou várias doenças endêmicas típicas de uma região, tornam-se frequentes no local até a sua  erradicação.

PANDEMIA

Os habitantes do “Planeta terra” jamais imaginaram passar por tamanho sofrimento no combate a este inimigo invisível que vêm tirando a paz e o sossego da humanidade, causando mortes e destruição.

Quis o destino que nos deparássemos com o inesperado, principalmente quando a nossa Camaçari tomava novos rumos e certeza de dias melhores. De repente o ano 2020  nos  surpreende  com a Pandemia  que afetou  o resto do mundo.

Recomendada a não sair de casa, a população de um modo geral   sofre com a  cidade  vazia, a inércia passou a fazer parte  do cotidiano com dias  iguais,  sem rumo  e  com restritas  atividades.

APREENSÃO

Apreensivo, o cidadão vive um dos seus difíceis   momentos. Os empregos começam a ficar escassos, demissões, as fábricas desativaram parcialmente as suas atividades e a população menos favorecida já passa dificuldades, o seguro desemprego cresce desenfreadamente.

A vida é um  acerto de contas, depende do tempo que você vai durar, quanto mais tempo melhor. A cidade com ruas desabitadas, comercio e lojas fechados, clínicas, restaurantes, barbearias, academias, igrejas, repartições públicas com restrições aos serviços essenciais.

A eficácia dos  decretos  do executivo municipal; alguns tem sido  bem interpretados  outros não. Enxergando a gravidade da moléstia   a rede escolar está sem previsão de retorno  com  possibilidade de ano perdido.

É provável que festas populares, lavagens, Camaforró, festas de São João, aniversário da cidade (28 de setembro), “Umuarama” e outros  eventos  não se realizem. Já se fala em adiar o próximo Carnaval.    

Como se não  bastasse, a “Pandemia” provavelmente influenciará  também na realização das próximas  eleições municipais marcadas para 04 de outubro vindouro, correndo o risco de serem adiadas por causa da “Novo Coronavirus”.

A ideia é que elas sejam realizadas ainda este ano no dia quinze de novembro, evitando prorrogação de mandatos. Com o avanço da doença o calendário ficou apertado e poderá trazer consequências às campanhas políticas, convenções, comícios e reuniões.

SOLIDARIEDADE

Há de reconhecer-se que o poder público comandado pelo Prefeito Antônio Elinaldo, auxiliado  pela Câmara dos Vereadores, não tem poupado esforços para  atender as  necessidades do povo, acompanhando-as na assistência  medica, cestas básicas, remédios, bolsa família, auxilio emergencial e outras  medidas de socorro e palavras de fé.

O desencontro de pontos de vistas da própria sociedade tem atropelado medidas administrativas. A realidade do momento atual demonstra  que teremos  ainda um longo processo de reequilíbrio  das ações  ligadas `ao enfrentamento da Pandemia. Entretanto,  as diretrizes e atos coletivos ou individuais  deverão nortear o futuro; e de uma coisa estejam certos, o mundo jamais   será o  mesmo. Vamos lutar pela sobrevivência.

O  OUTRO  CAMAÇARI

Nosso Camaçari possui um arquivo indelével  de fatos  históricos conjugados com o  folclore   que a eternidade  não conseguirá  apagar,  tendo como ponto de partida  a criação  pelos jesuítas  da  Aldeia  do |Espirito Santo, Vila de Abrantes,  até chegarmos aos  dias de hoje.     

   

Nos  idos  de 1920,  com a decadência da cana de açúcar foi introduzida  a  cultura   do côco e o impulso da produção  de carvão e da Piaçava. Na  década de 1930   deu-se a  construção da primeira estrada de barro da Bahia (Salvador - Feira  de Santana via São Sebastião do Passé).

Assim, vestígios de desenvolvimento paulatinamente foram aparecendo. A qualidade medicinal de suas aguas muito contribuiu  para o tratamento de  saúde, a pesca se expandiu.

Em 1965 é anunciada a instalação do primeiro barracão de obras da Cia. Petroquímica de Camaçari ( a chamada Petroquímica),  anos depois  em  1972 era definitivamente implantado  o nosso  Polo  Petroquímico, iniciando a sua operação em 1978, o  número de habitantes  cresceu, novos bairros foram aparecendo  os operários que tralharam na obra não foram embora e resolveram morar em Camaçari. A partir dessa  época  a  história de Camaçari  mudou por completo.

No decorrer dessas décadas novas demandas foram aparecendo acompanhadas   das  vicissitudes  que  a vida nos impõe.

Ao final, o nosso   ideal   seria escrever  uma crônica retratando  em linhas gerais   o passado de Camaçari em detrimento  ao quanto disposto  no contexto atual. Uma cidade cheia de perspectivas, possuidora  de vários  alternativas  de  trabalho e plagiando  Pero Vaz de Caminha   dizemos “A terra é rica e generosa e  em se plantando tudo  dá”.

O Polo Petroquímico, Parque automotivo, fabricas de pneus, Centro Industrial  com fábricas de pequeno  porte, turismo, grandes supermercados, rede escolar intensa, lavoura, assistência médica, núcleos habitacionais, enfim a grande cidade.

Em qualquer área é só perguntar se temos estas particularidades.  e a resposta  evidentemente será positiva.

Os parâmetros  contudo  por si, são explicativos  e com  fé e perseverança Camaçari vencerá, clamando pela proteção Divina  e com  esperança na vacina!

Um  abraço. 

J. R.Mônaco

[email protected]

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