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Policial penal é afastado por cobrar de detentos para permitir pernoites fora do presídio

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Policial penal é afastado por cobrar de detentos para permitir pernoites fora do presídio

Agente foi alvo da segunda fase da ‘Operação Falta Grave’.

Por: Salvador Notícias

Foto: Hildazio Santana/Nucom-Seap

Um policial penal foi afastado por cobrar taxas de detentos da Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador, para permitir pernoites fora da unidade. O agente foi alvo da segunda fase da ‘Operação Falta Grave’, que cumpriu mandado de busca e apreensão em seu endereço residencial na manhã desta segunda-feira (31).

O profissional foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), por crimes de corrupção passiva e associação criminosa, operando um esquema de cobrança de propina dentro da unidade prisional. A 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador recebeu a denúncia e determinou, no último dia 27, seu afastamento da função pública.

As evidências contra o denunciado foram obtidas a partir da análise de materiais apreendidos na primeira fase da ‘Falta Grave’, deflagrada em setembro de 2024. As investigações indicam que o policial penal, junto a outros envolvidos denunciados na primeira fase, cobrava há anos valores dos internos da CAE para permitir saídas durante a noite ou nos fins de semana.

Esquema

De acordo com as investigações do Gaeco, os valores cobrados variavam entre R$ 20 e R$ 70 por dia, podendo aumentar em casos de fins de semana, feriados ou períodos prolongados. Os servidores fraudavam os registros de presença dos internos, inserindo assinaturas retroativas no livro de presenças para encobrir a ausência dos detentos. Presos do regime fechado e semiaberto em Salvador tinham conhecimento do esquema e, ao progredirem de regime, buscavam os agentes envolvidos para obter benefícios ilícitos.

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